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Tuesday, March 15, 2011
nome
na contemporaneidade
ama-se muito
pouco.


Posted at 09:29 pm by Chloe
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Thursday, January 20, 2011
有问题吗?

这首诗
(zhè
shǒu shī​)

用葡萄牙语写的
(yòng
táoyǔxiěde​)

是更美丽.
(shì
gèngměi​)






Posted at 10:05 pm by Chloe
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Thursday, October 14, 2010
ataque de pânico
tudo era mais simples se nos tivessem ensinado desde cedo a respirar.


Posted at 03:38 am by Chloe
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Tuesday, June 29, 2010
ínvio
na minha zona actual não tenho uma chaleira eléctrica em casa, tenho de ferver a água numa cafeteira. tenho tv cabo em vez de meo. roubo internet ao vizinho. já beijei um rapaz no sofá da sala, sem ninguém saber, e gostava muito de ter dormido abraçada a ele.
na minha zona actual há um senhor que frequenta um dos cafés e que diz todos os dias que "quando eu morrer não quero choros nem gritos. quero uma galinha assada e um garrafão de cinco litros. e siga p'ó funeral!", e que ocasionalmente se envolve em discussões filosóficas sobre o pós-vida (ou pós-morte), com cepticismo.
"há quem fale em reencarnações... há quem diga que há provas científicas da existência de seres do além... se há vida após a morte, então não há morte, há sempre vida, independentemente da forma que ela adquira. eu quero morrer. esta vida é-me suficiente. qual é o meu interesse em permanecer vivo algures quando o meu corpo estiver a apodrecer? não posso ter nada do que vale a pena. não posso apreciar a minha cerveja nem os meus cigarros. não posso conversar mais com vocês. não posso ter nem amar mulheres. não posso sonhar nem ter desejos. para quê não morrer?", enquanto um dos outros, desatento, ou não, lê alto e sem espanto o título de uma notícia do Correio da Manhã que diz "homem mata mulher e suicida-se."
na minha zona actual o empregado / dono desse mesmo café parece ou é russo, olha para mim com desejo quando lhe peço cafés e conduz uma carrinha amarela que já entrou na minha rua e que ele deve utilizar para poder frequentar o La Siesta, que, para quem não conhece, é uma famosa casa de alterne no Vale de Santarém, mais conhecida apenas por Kikas.
em contrapartida, a rapariga que trabalha nesse café tem um olhar tão afável que eu quase coro quando olho para ela, e nalgumas ocasiões tenho até de desviar o olhar com algum embaraço não muito latente. é honestamente simpática e carinhosa. bonita, também. apetece-me, muitas vezes, ficar para poder conversar com ela, mas nunca o faço. tenho receio daqueles olhos pretos que brilham muito e daquele sorriso que me fascina ao ponto de a querer beijar e abraçar.
na minha zona actual residem famílias inteiras de ciganos. e na verdade não tenho muito a dizer sobre isso. são muitos. é só. reúnem-se na rua e nos cafés, ouvem música, dançam e convivem. ocasionalmente vendem coisas.
na minha zona actual só preciso de andar uns cinquenta passos para chegar ao Mcdonald's e ainda só lá fui duas vezes em dois meses. uma delas para comer um sundae de chocolate sozinha.
na minha zona actual há velhas. velhas que vão à varanda quando eu passo e que me interpelam, gritando do primeiro andar: "menina! menina! que dia da semana é hoje?"
na minha zona actual há muitos gatos na rua. são quase todos amáveis e eu chego a passar muito tempo sentada no chão rodeada deles, a fazer-lhes festas, sozinha, que nem um cliché gasto que não pedi para ser.

pausa.

pergunto-me ao que saberá a menina do café. será que algum dia posso ser antes um cliché a gastar-se nos lábios e na pele dela?

talvez não.

e na minha zona actual ninguém me pode ensinar como é que se deseja uma mulher.


Posted at 01:11 am by Chloe
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Wednesday, June 23, 2010
circadiano
eu devia voltar a fazer ponto cruz
ou ter uma bicicleta.
acolher três gatos que se
deitem perto de mim
quando escrever.
usar saltos altos durante
dois dias da semana e
apaixonar-me nos restantes
cinco.

Posted at 04:41 am by Chloe
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Thursday, June 17, 2010
Brasil na minha alma

O corpo treme

Os olhos estão cansados

Fazem força para abrir

As lágrimas querem cair, em massa pesada !

O coração saiu do meu corpo

Nadando até terras distantes

Cruzou um oceano imenso de falta de sorrisos e Liberdade

Assim jaz meu corpo, sem alma

Ela nadou em direcção à música, ao ritmo enamorado pelo sentimento…

De simplesmente se gostar do outro, porque é bom

Seguro, apaziguador, efervescente de energia límpida

 

Fiquei somente com água dentro de mim

Está escura, sem belezura cristalina

Faz braço de ferro com os meus pensamentos

Gritantes e enervantes de distúrbio

 

Aqui não consigo estar, ser… comigo ou com o outro

Os sonhos pulam nos trampolins da minha mente

Fazendo o meu corpo suar

Ensopando todas as energias positivas ainda sobejadas

Quero ir ter com a minha alma

E colar de novo o meu cordão umbilical a ela

Quero ir para junto da sabedoria

Que anda de mão dada com a alegria de se Ser Humano…

 

Sou cidadã do Mundo

Mas teimam em prender-me a algo que não sou

Algo que as minhas mãos não alcançam mesmo em esforço

Quero ir para junto dos olhares coloridos

Lambidos de amor, paz e bater de asas das aves Livres

Loucas em sonhar incondicionalmente

Quero ir para junto do pandeiro que chama o bater dos pés

Das gentes sofridas, mas todavia vencedoras de alegria e força eterna

Anseio ouvir novamente o Violão emocionado de brasilidades

 

Será lá a minha cabana?

Sei apenas que foi lá…

Que me senti abraçada pela pertença a um lugar

Quero ouvir de novo, sem ter medo que acabe

O choro brando do berimbau escravo Lutador

Estou faminta por sentir, para sempre…

O abraço das mãos calejadas dos duendes matizados

Cada um e cada uma

Com um coração de uma cor

Unidos e unidas em amar sem receios

Quero de novo o calor das poucas palavras bem ditas

Quero novamente o  Axé saltitante dos capoeiristas angoleiros

Colando-se ao meu espírito, como dois seres fazendo amor….

Berrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrroooooooooo!!!!!!

Esticando as veias da faringe

Suplicando socorro de mim mesma

 

Insegura sou

Sonhadora sou

Corajosa quero ser

 

De repente… fecho os olhos e estou lá.


Posted at 12:05 am by mancha
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Sunday, May 23, 2010
de vezes
não me cortes, que esperas ver, Deus já cortou onde era necessário, todos os meses escorre de lá um sangue concreto que Ele me deu para assistir, mas não é disso que falamos, come os morangos e entende que as minhas vontades são também um sangue, mas secreto e de outras cores, que escorre de fora para dentro do corpo, às vezes de dentro para fora do corpo, também. quando choro, elas emigram durante um tempo, ou por vezes nem voltam. não serei quase mãe este mês, novamente. não entendo este ofício de não ser mãe, preciso de ser mãe, sinto que vou morrer em breve, faz-me chá, por favor. como é que te podes sentir tão calmo, não temos filhos, estamos aqui sozinhos, e o que é que eu posso ser aqui, contigo, que não mãe? estou farta de ser esposa, eu nasci para fazer isto, sei disso. não me deixes morrer sem saber, ouviste? temos de continuar a tentar até sermos abençoados... imagina só, o cheiro dos bebés pela casa, tu, a construir um berço, eu, a comprar as roupas, cor-de-rosa ou azuis, porque não quero que saibamos o sexo da criança até que ela nasça, tu, abraçado a mim enquanto ela nos ouve no ventre...

mãe.
está na hora de jantar.

Posted at 11:29 pm by Chloe
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óvulo
se lhe dizia que era alcoólico não era por achar
que era um inútil, era por achar que algumas vontades
de alma,
ou de corpo, porque as vontades de alma nascem
no corpo, só as diferenciamos porque parece que não podem
caber no corpo, deslocar-se nele, nem ninguém as vê
se nos cortar e abrir onde quer que seja, mas é também no corpo
que se sente quando as roubam, quando não as concretizamos,
quando são loucas demais, enfim, continuando,
era por achar que algumas vontades de alma, como as dele,
eram tão presentes e imensas que só daquela forma, a heroína
antes, podiam ser silenciadas.

talvez já não existam vontades de alma, talvez ele não precisasse
nem precise
de nada e beba muito para poder precisar muito de alguma coisa.
talvez, se se pudesse de facto ver as vontades quando nos cortam e
abrem nalgum lado, veríamos o mesmo que agora.
mas eu não acredito.

Posted at 11:01 pm by Chloe
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Monday, May 03, 2010
O encanto persiste

Um pé segue o outro

Sobe o barro húmido em relevo demente

O cheiro da terra é sublime ao respirar

Os sons dos seres da floresta …

Uma trilha cortante pela mãe natureza…

A pele bebe as energias

Cada poro, um a um de forma divergente

Cada cheiro, cada som, cada aragem

O corpo dança tango com a floresta mágica

Transcende o espírito para o seu eu mais profundo

Mais puro…

 

Desencadeia-se a vontade de lágrimas

Devido a um bem-estar poucas vezes sentido

O paladar é adocicado

A visão fica serena e mais atenta

Respira-se devagarinho o ar

Verde esperança

Vem das árvores rainhas

Pioneiras da nossa vida

As árvores são como os seres humanos

Têm história e alma

Sentem felicidade e dor

Proliferando por épocas, resistindo à destruição

Tudo esta em sintonia

Todos os fenómenos naturais

Todos os sentidos e bússolas

As raízes são o coração da floresta

Que bate e bate juntamente com o meu

Olho para as cabanas dos duendes e me dá saudade

De algo que nunca vivi

Mas que um dia viverei

 

Passo a passo seguindo a trilha

De pedras gritantes de personalidade

A trilha acaba e surge a praia, a areia suave…

Penetrando nos meus dedos

Colando-se ao meu corpo suado

Avista-se o mar… exuberante e louco de força e poder

As ondas batem ora singelas, ora temerosas

Mergulho-me no seu abraço

Subo aos céus em visita aos deuses

Ao fundo pescadores minguam peixe

Puxam as redes com as mãos calejadas

Rostos queimados de sol e olhos de mar

Barba serrada e grisalha

Sorrisos verosímeis de humildade

Cansaço de uma vida de lavoro

 

A Eva aparece na praia sem o Adão

Com os seios descobertos

Deslizando pela areia macia

Nadando ao sabor do mar

Fazendo ballet com as ondas galopantes

Tudo faz sentido e não é uma estória de encantar

O encanto aqui teima em persistir

Sacode toda uma vontade de viver

Aqui saboreia-se a natureza

Em toda a sua superabundância

A mesma incorpora-se em mim

Fazendo-me entender que sou parte dela

Com ela respiro Deus incontrolavelmente

O meu olhar cambia e a minha boca não mais seca!

Posted at 07:18 am by mancha
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Tuesday, February 16, 2010
art. fumo
a 14 de fevereiro
mordemos os corações dos músicos residentes
no Algarve, que nos enviam mensagens de aniversário, embora não seja
o dia do nosso aniversário;
a 14 de fevereiro
desejamos os corações dos amigos com quem bebemos
cerveja e vemos filmes e que nos confortam;
a 14 de fevereiro
rejeitamos todos os corpos que não residem na música
nem sabem aos amigos
e acabamos a chupar corações de morango, à lareira,
enquanto lemos livros
a 14 de fevereiro.

parece triste, mas não é.

Posted at 03:15 am by Chloe
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